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Infanto-juvenil

III Seminário de Oncologia Pediátrica

Data do evento: 
07/04/2010 - 09/04/2010

Horário: 13h às 17h

Local: CIESP Jundiaí

Endereço: Av. Navarro de Andrade - Vila Hortolândia

Público-Alvo: Estudantes e profissionais da área da saúde com interesse em oncologia e hematologia pediátrica

Mais informações no Site Oficial do Grendacc

Palavras-chave

Leucemia é o câncer mais comum entre jovens

Estudo "Câncer na criança e no adolescente no Brasil" mostra que cerca de 30% dos casos oncológicos em pessoas com até 18 anos são da doença sanguínea, sendo o tipo de câncer mais frequente na faixa etária. Entre elas, crianças de 1 a 4 anos são as mais afetadas, com índice de 31%.

Após um ano de idade e até o final da adolescência, o câncer é a primeira causa de mortes por doença. Porém, cerca de 70% dos casos podem ser curados.

Palavras-chave

O IMPACTO DO CÂNCER NA VIDA ESCOLAR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
EP - 193
Autor(es): 
TARGAS, C. N.
Coautor(es): 
NASCIMENTO, L. C.; ZAMARIOLLI, M. T.
Instituição: 
ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Introdução: 

A criança acometida pelo câncer e sua família enfrentam situações desgastantes e ameaçadoras, as quais requerem verdadeiros atos de bravura, de todos os envolvidos, para seu enfrentamento. Além do impacto biológico do câncer, outras dimensões são afetadas. O câncer afeta a escolaridade, a prática esportiva, o lazer, o relacionamento com os membros da família, as relações grupais e interpessoais com a professora e com colegas da escola. Assim, este estudo tem como objetivo compreender o impacto do câncer na vida escolar de crianças e adolescentes.

Metodologia: 

Optou-se por desenvolver um estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa. A técnica de coleta de dados foi a entrevista aberta, em profundidade, na maioria das vezes, no domicílio da criança, enfermaria e ambulatório de quimioterapia. A coleta de dados foi realizada de dezembro de 2005 a abril de 2006. Participaram desse estudo dez crianças e adolescentes com câncer, com idade entre nove e quinze anos. Os participantes foram selecionados no ambulatório de quimioterapia de um hospital, no interior do estado de São Paulo.

Resultados: 

Os dados foram organizados e sistematizados em categorias, que permitiram a compreensão do impacto do câncer na vida escolar de crianças/ adolescentes, a saber: “a descoberta da doença e sua repercussão na escola: em busca de caminhos para enfrentar a nova situação” e “o retorno à escola: das limitações à adaptação”.

Conclusão: 

Conclui-se que o impacto do câncer na vida escolar de crianças e adolescentes traz repercussões positivas e negativas, experenciadas de diferentes formas e que o enfermeiro pode ser um elo fortalecedor entre a criança/adolescente, serviços de saúde e a escola, podendo atuar orientando alunos, professores, diretores e todos os envolvidos. O estudo traz subsídios para repensar o cuidado de crianças/adolescentes com câncer em idade escolar na realidade brasileira, pois a maioria da literatura disponível refere-se a estudos realizados em países desenvolvidos e aponta para a necessidade de compreensão do objeto em estudo em outros cenários.

Palavras-chave

LUTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM: VIVÊNCIAS DOS PROFISSIONAIS QUE ASSISTEM CRIANÇAS/ADOLESCENTES NO PROCESSO DE MORTE E MORRER

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
EP - 189
Autor(es): 
ZORZO, J. C. C.; LIMA, R. A. G.
Instituição: 
INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - USP E ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO PRETO - USP
Introdução: 

A morte ainda é um grande mistério e é vista pelos profissionais como um fracasso. O objetivo do trabalho é investigar como os profissionais de enfermagem vivenciam o processo de morte e morrer de crianças/adolescentes hospitalizados.

Metodologia: 

o estudo é de natureza qualitativa; os participantes são enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que trabalham em clínicas com leitos pediátricos de um hospital-escola do interior do estado de São Paulo, que vivenciaram o processo de morte e morrer de crianças/adolescentes que estavam sob seus cuidados. Os dados foram coletados mediante entrevista e organizados nos temas: enfrentando a morte e luto da equipe. Os resultados indicam que os profissionais de enfermagem negam a morte nos hospitais, acreditam que sua função é salvar vidas e vivem o luto com a morte de seus pacientes. Concluímos que os profissionais de enfermagem deste estudo estão necessitando de suporte emocional e educacional para lidarem de forma mais harmoniosa com a morte e para assistirem às reais necessidades das crianças/adolescentes que estão em iminência de morte. Recomendamos que o tema da morte seja discutido nos currículos e que as instituições hospitalares busquem a educação permanente como estratégia de promover a mudança de postura dos profissionais junto ao paciente que está morrendo.

Palavras-chave

USO DA SONDA NASOENTERAL AMBULATORIAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM NEOPLASIA MALIGNA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 167
Autor(es): 
MAIA, P. S. ; GAROFOLO, A
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIATRICA
Introdução: 

o grau e a prevalência da desnutrição energético proteíca pode alcançar até 50% das crianças com câncer. A aplicação do suporte nutricional enteral é justificado por um desequilíbrio nutricional quantitativo e qualitativo. O objetivo deste estudo foi avaliar a necessidade de energia e do volume hidrico em relação ao orientado e ao infundido por sonda nasoenteral em ambulatório.

Metodologia: 

foi um estudo retrospectivo realizado no ambulatório do Instituto de Oncologia Pediátrica, pela equipe de nutrição no período de outubro de 2005 a junho de 2006. Os pacientes estavam em tratamento oncológico e fazendo uso de sonda nasoenteral em ambulatório. O tipo da dieta enteral orientada foi de acordo com a necessidade clínica dos pacientes. O cálculo da necessidade de energia dos pacientes foi de acordo com as equações da OMS (<15 anos) e Harris Benedict (>15 anos). As necessidades hidricas basais foram calculadas de acordo com a fórmula de Holliday e Seger. A necessidade de energia e do volume hídrico foram avaliadas em relação ao orientado e ao infundido.

Resultados: 

foram 23 acompanhamentos, sendo 9 adolescentes (> 10 anos) e 14 crianças (< 10 anos). O tumor de sistema nervoso central foi o mais frequente (56,5%), seguido por LLA (13%), tumor de Wilms (13%) e outros (17,5%). As principais indicações de sonda nasoenteral foram desnutrição (74%), distúrbio de deglutição (13%), desnutrição associada ao distúrbio de deglutição (8,5%) e baixa aceitação via oral (4,5%). Dezenove de 23 pacientes (82,5%) tiveram aumento do peso no período médio de 7,5 semanas de uso da sonda enteral. A porcentagem do orientado em relação à necessidade foi 81,5% de energia e 99% do volume hídrico. A porcentagem do infundido em relação à necessidade foi 59% de energia e 74% das necessidades hidricas. A média de porcentagem do infundido em relação ao orientado foi 72% de energia e 77% das necessidade hidricas. Os principais motivos que levaram à infusão inferior ao orientado foram as consultas médicas (51,5%), saciedade (26%), vômito durante os ciclos da quimioterapia (20%) e outros (2,5%).

Palavras-chave

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA AUTÓLOGO PARA O TRATAMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM LINFOMA DE HODGKIN E LINFOMA NÃO HODGKIN

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 146
Autor(es): 
ZECCHIN, V. G. ;GOUVEIA, R. V.; GINANI, V. C.; LUISI, F. A. V.; FELIX, O. M. W. . O.; DIOMEDE, B. B.; LEDERMAN, H. M.; ALVES, M. T. S.; PETRILLI, A. S.; SEBER, A.
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - IOP - GRAACC - UNIFESP
Introdução: 

Transplante autólogo de medula óssea (TAMO) é uma das opções terapêuticas para pacientes que atingem somente remissão parcial (RP) no primeiro tratamento, ou que apresentam recidiva de linfomas de Hodgkin (LH) e linfomas não-Hodgkin (LNH). Entretanto, poucos trabalhos na literatura médica incluem somente crianças e adolescentes, nenhum deles, até onde sabemos, em nosso meio. Assim, nosso objetivo é descrever os resultados obtidos com transplante de crianças e adolescentes portadores de linfomas.

Metodologia: 

Revisão do prontuário de todos os pacientes portadores de linfomas submetidos a TMO entre maio/1999 e junho/2006 em um centro de transplante pediátrico.

Resultados: 

Vinte e três pacientes com idade de 4 a 21 anos, 14 meninos, com história de LNH (N=10) e LH (N=13) foram encaminhados para TAMO. Três eram portadores de linfoma de Burkitt (LB) em segunda remissão, seis, linfoma de grandes células (LGC) em segunda ou > terceira remissão e um linfoma linfoblástico (LL) em terceira remissão sem doador compatível aparentado ou não-aparentado. Os pacientes com LH estavam entre a primeira a quarta remissões, cinco deles apenas com remissão parcial à quimioterapia. Os regimes de condicionamento foram BCNU, etoposide, citarabina e melfalano (BEAM; 17), ciclofosfamida e bussulfano (4; LB) e ciclofosfamida e irradiação corporal total (1 LL e 1 LCG com infiltração meníngea). A fonte de célulastronco foi o sangue periférico em seis e medula óssea em 17 pacientes. A mediana de acompanhamento é de 310 dias (98-872). A mortalidade associada ao transplante foi de 1 em 23 (4%). Seis pacientes apresentaram recidiva da doença, quatro LH, um LGC e um LB, cinco deles submetidos a transplante após RP à quimioterapia. Duas pacientes atingiram nova remissão: uma com LGC-anaplásico submetida novamente à quimioterapia e uma com LH, após segundo transplante com sangue de cordão umbilical não-aparentado.

Conclusão: 

TAMO em nosso meio é um procedimento seguro, com mortalidadem associada ao transplante de 4%. Quatro crianças faleceram devido a recidiva da doença. Permanecem em remissão 13/15 pacientes transplantados sem doença mensurável (87%) e 3/7 transplantados após resposta parcial à quimioterapia. O papel da radioterapia após TAMO e dos anticorpos monoclonais na completa erradicação da doença será estudado prospectivamente.

Palavras-chave

OSTEOSSARCOMA DE MANDÍBULA: APRESENTAÇÃO DE CASO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 107
Autor(es): 
MANÇANO, B. M. ;BANDEIRA, É. V.; VIANNA, S. M. R.
Coautor(es): 
REZENDE, J. R. N.; CARMO, C. V.
Instituição: 
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DE SÃO PAULO
Introdução: 

O Osteossarcoma é o tumor ósseo mais comum da infância e adolescência. Acomete predominantemente o sexo masculino e a raça negra, ocorrendo na segunda década da vida, na fase em que os adolescentes encontram-se no estirão. O osteossarcoma tem predileção pela porção metafisária dos ossos longos (local de mais rápido crescimento ósseo na adolescência), sendo os locais mais comuns, a porção distal do femur, proximal da tíbia e proximal do úmero, estas três localizações respondendo por cerca de 56%. O osteossarcoma de mandíbula corresponde a aproximadamente 10% destes tumores, e os sintomas iniciais são dor e aumento do volume local; cerca de 50% das lesões envolvem o anel alveolar da maxila e a outra metade, o corpo (ramo) da mandíbula. O melhor prognóstico do osteossarcoma de mandíbula está relacionado com o diagnóstico precoce e cirurgia radical; a quimioterapia e a radioterapia também podem ter influência no prognóstico.

Metodologia: 

Apresentação de caso de uma paciente com tumor em ramo de mandíbula direita tratada no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Resultados: 

Paciente feminina, negra, de 13 anos de idade veio encaminhada pelo Serviço de cirurgia Buco-maxilar, em fevereiro de 2006, com queixa de aumento de volume e dor em região da mandíbula e gengiva direitas há um mês e com pouca melhora ao uso de analgésicos. Ao exame físico apresentava-se em bom estado geral, com massa de consistência pétrea, aderida a planos profundos, dolorosa à palpação, com 7 cm em seu maior diâmetro em ramo de mandíbula direita, infiltrando o assoalho da boca, provocando o desalinhamento dos dentes molares inferiores, com 3 cm de diâmetro em sua porção na cavidade oral, com área de necrose em região central. Estas características impossibilitaram a ressecção da lesão. Foi submetida a biópsia da lesão com um resultado anátomo-patológico de Osteossarcoma de alto grau, e inicío do tratamento quimioterápico.

Conclusão: 

O osteossarcoma de mandíbula difere daqueles de ossos longos no seu comportamento biológico, apesar da semelhança histológica. O diagnóstico precoce e a cirurgia radical são fatores que contribuem para a melhora nas taxas de sobrevida. O tratamento inclui também quimio e radioterapia adjuvantes e suas combinações, que influem positivamente no prognóstico.

Palavras-chave

LINFOMA CUTÂNEO EM CRIANÇA: RELATO DE CASO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 082
Autor(es): 
GOMES, C. F. ;TIBURCIO, F. R.; SEIXAS, M. T.; NEVES, R. P. C.; LUISI, F.
Instituição: 
IOP - GRAAC / UNIFESP
Introdução: 

O linfoma cutâneo é um subtipo raro de linfoma não Hodgkin na infância. Uma grande variedade de neoplasias de células T ou B podem acometer a pele tanto de forma primária quanto secundária. O termo linfoma primário cutâneo refere-se aos linfomas de células T ou B que tem na pele sua única manifestação clínica com ausência de doença extra-cutânea no momento do diagnóstico. Acomete principalmente adultos e apresentase em forma de nódulos solitários, localizados ou mais freqüentemente generalizados. Não há relato de sítio de maior acometimento. A maioria dos casos mostra um fenótipo T aberrante CD4+ com perda variável dos antígenos pan T. CD30 é negativo ou restrito a algumas células tumorais. O prognóstico em adultos geralmente é desfavorável com sobrevida em 5 anos menor que 20%.

Metodologia: 

No período de Junho de 1988 à Junho de 2006 foram atendidos em nossa instituição 235 pacientes com linfoma não Hodgkin e destes 6 eram linfomas cutâneos. Relatamos assim dos casos de nosso serviço.

Resultados: 

Escolar do sexo feminino, 9 anos de idade, com lesão nodular em coxa esquerda. Inicialmente a lesão era circusncrita, bem delimitada e indolor. Evoluiu com crescimento lento da lesão e com a presença de sinais flogísticos (calor, eritema e edema). Não havia ao diagnóstico organomegalias, febre ou perda de peso. O aspirado de medula óssea era normal. O exame histopatológico do material obtido por biópsia incisional da lesão, juntamente com a imunohistoquímica levou ao diagnóstico de Linfoma Linfoblástico (Negativo: CD3, CD20, CD79a, Desmina, Miogenina, MPO, CD45RO, OTD4 e Positivo: TdT, LCA, CD99). Foi então iniciado esquema quimioterápico pelo Protocolo Brasileiro para Tratamento de Linfoma Não Hodgkin e atualmente a paciente encontra-se em remissão.

Conclusão: 

Apesar de raro em crianças, o diagnóstico de linfoma cutâneo deve ser considerado na abordagens dos nódulos cutâneos e, diferentemente dos casos relatados em adultos, o prognóstico na infância tende a ser melhor.

Palavras-chave

LEUCOENCEFALOPATIA POSTERIOR REVERSÍVEL SECUNDÁRIA AO USO DA VINCRISTINA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 079
Autor(es): 
AGUIRRE NETO, J. C. ;RIBEIRO, R. A.; NEVES, D.; NASCIMENTO, E.
Instituição: 
CENTRO DE QUIMIOTERAPIA ANTIBLÁSTICA E IMUNOTERAPIA - UNIDADE SANTA CASA DE BELO HORIZONTE
Introdução: 

A leucoencefalopatia posterior reversível é uma síndrome clínico-radiológica caracterizada por cefaléia, alteração do estado mental, crises convulsivas e distúrbios visuais. A sua ocorrência está associada ao uso de quimioterápicos potencialmente neurotóxicos como a vincristina.

Metodologia: 

Descrever um caso de leucoencefalopatia posterior reversível em paciente submetido a tratamento quimioterápico com vincristina.

Resultados: 

Paciente do sexo masculino de 12 anos de idade, portador de hepatocarcinoma. Apresentava alteração da função hepática previamente ao início da quimioterapia (TGO 108 U/L, TGP 90 U/L, FA 510 U/L, GGT 864 U/L, Bbt 2.34 mg/dl, BbD 2,28 mg/dl). Dois dias após o primeiro ciclo de quimioterapia com cisplatina, 5-fluorouracil e vincristina iniciou quadro de dor em região da parótida bilateralmente, que foi seguida, após 48 horas, por crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas e aumento dos níveis pressóricos. Após o período pós-ictal da última crise, evoluiu com quadro de confusão mental e alucinações visuais, com duração de aproximadamente 15 dias, com melhora completa e sem seqüela neurológica. Foram realizadas, durante o quadro de alteração neurológica, duas tomografias computadorizadas de crânio, com intervalo de 8 dias, que evidenciaram áreas quase simétricas de hipoatenuação parieto-occipitais comprometendo as substâncias branca e cinzenta compatível com leucoencefalopatia posterior reversível. O paciente, posteriomente, foi submetido a outros ciclos de quimioterapia sem vincristina, não apresentando novos episódios de alterações neurológicas.

Conclusão: 

Pacientes com alteração da função hepática são mais susceptíveis a desenvolverem quadros de toxidade a vincristina. A leucoencefalopatia posterior reversível, apesar de rara, é uma neurotoxicidade que deve ser lembrada nos casos de alterações neurológicas em pacientes submetidos a quimioterapia com drogas sabidamente neurotóxicas como a vincristina e a cisplatina.

Palavras-chave

INCIDÊNCIA DE TUMORES NUMA COORTE DE CRIANÇAS INFECTADAS PELO HIV

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 067
Autor(es): 
DINIZ, L. M. O. ;CANDIANI, T. M. S.; KAKEHASI, F. M.; FALEIRO, F. G.; ROMANELLI, R. M. C.; CARVALHO, A. L.; DUTRA, Á. P.; PINTO, J. A
Coautor(es): 
PARISE, G. A.
Instituição: 
CENTRO DE REFERÊNCIA EM DOENÇAS INFECTOPARASITÁRIAS ORESTES DINIZ/HOSPITAL DAS CLINICAS - UFMG/ BELO HORIZONTE
Introdução: 

Os tumores associados ao vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) são considerados doenças definidoras de AIDS. Sabe-se que o vírus pode alterar a imunidade anti-tumoral e estimular as mutações celulares. As crianças com HIV têm maior risco de apresentar doenças malignas comparadas às crianças em geral.

Metodologia: 

Foi estudada a apresentação dos tumores em crianças com HIV no Centro de Referência em Doenças Infecto-Parasitárias de Belo Horizonte, através da análise retrospectiva dos prontuários entre o período de 1998 e 2005.

Resultados: 

Foram encontrados quatro tumores em 402 crianças (três linfomas não-Hodgkin e um retinoblastoma) com incidência de 2,05/1000 pessoas-ano (IC: 0,56 – 5,25). A idade média ao diagnóstico do tumor foi de seis anos. Os locais acometidos foram olhos, linfonodos, medula e pele. Os sintomas variaram entre lesão expansiva (2), claudicação (1) e dor na pele (1). Três crianças faziam uso de terapia antiretroviral altamente ativa (HAART) e uma tiveram o diagnóstico do HIV junto ao diagnóstico do tumor. Três pacientes apresentavam imunodepressão importante (CD4 < 15%) no momento do diagnóstico do tumor, e a carga viral variou de indetectável a 120.000 cópias (5,3 log). O diagnóstico ocorreu em média 22 meses após o inicio da terapia antiretroviral (TARV) e não houve relato de intolerância aos medicamentos durante a quimioterapia (QT). Dois pacientes evoluíram para óbito, um encontra-se em remissão da doença e o outro em tratamento.

Conclusão: 

Apesar do advento da HAART, os tumores malignos permanecem como causa importante de mortalidade e morbidade nos pacientes com HIV. A apresentação dos tumores foi variada, mostrando a importância do diagnóstico diferencial com outras doenças. A incidência dos tumores foi próxima à incidência observada em outros estudos, tendo ocorrido nos primeiros anos de uso da HAART. Depressão celular significativa esteve presente em três pacientes à época do diagnóstico do tumor. Dois pacientes apresentaram boa evolução em uso de QT e TARV. O controle adequado da doença de base nessas crianças é parte integral do tratamento dos tumores.

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