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Adolescente

Incidência de tumores pediátricos no Brasil

Autores: Rejane de Souza Reis, Marceli de Oliveira Santos e Luiz Claudio Santos Thuler

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Palavras-chave

O IMPACTO DO CÂNCER NA VIDA ESCOLAR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
EP - 193
Autor(es): 
TARGAS, C. N.
Coautor(es): 
NASCIMENTO, L. C.; ZAMARIOLLI, M. T.
Instituição: 
ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Introdução: 

A criança acometida pelo câncer e sua família enfrentam situações desgastantes e ameaçadoras, as quais requerem verdadeiros atos de bravura, de todos os envolvidos, para seu enfrentamento. Além do impacto biológico do câncer, outras dimensões são afetadas. O câncer afeta a escolaridade, a prática esportiva, o lazer, o relacionamento com os membros da família, as relações grupais e interpessoais com a professora e com colegas da escola. Assim, este estudo tem como objetivo compreender o impacto do câncer na vida escolar de crianças e adolescentes.

Metodologia: 

Optou-se por desenvolver um estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa. A técnica de coleta de dados foi a entrevista aberta, em profundidade, na maioria das vezes, no domicílio da criança, enfermaria e ambulatório de quimioterapia. A coleta de dados foi realizada de dezembro de 2005 a abril de 2006. Participaram desse estudo dez crianças e adolescentes com câncer, com idade entre nove e quinze anos. Os participantes foram selecionados no ambulatório de quimioterapia de um hospital, no interior do estado de São Paulo.

Resultados: 

Os dados foram organizados e sistematizados em categorias, que permitiram a compreensão do impacto do câncer na vida escolar de crianças/ adolescentes, a saber: “a descoberta da doença e sua repercussão na escola: em busca de caminhos para enfrentar a nova situação” e “o retorno à escola: das limitações à adaptação”.

Conclusão: 

Conclui-se que o impacto do câncer na vida escolar de crianças e adolescentes traz repercussões positivas e negativas, experenciadas de diferentes formas e que o enfermeiro pode ser um elo fortalecedor entre a criança/adolescente, serviços de saúde e a escola, podendo atuar orientando alunos, professores, diretores e todos os envolvidos. O estudo traz subsídios para repensar o cuidado de crianças/adolescentes com câncer em idade escolar na realidade brasileira, pois a maioria da literatura disponível refere-se a estudos realizados em países desenvolvidos e aponta para a necessidade de compreensão do objeto em estudo em outros cenários.

Palavras-chave

CUIDADOS PALIATIVOS PARA ADOLESCENTES COM CÂNCER: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
EP - 183
Autor(es): 
REMEDI, P. P.
Coautor(es): 
LIMA, R. A. G.; NASCIMENTO, L. C.
Instituição: 
ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Introdução: 

Cuidar de adolescentes com câncer no processo de morte e morrer tem sido um grande desafio para profissionais de saúde. Desafio pelo alto custo emocional e pelas especificidades desta etapa do desenvolvimento humano. Buscando contribuir com esta discussão, o objetivo do presente estudo é revisar e explorar a produção científica nacional e internacional relativa aos cuidados paliativos para adolescentes com câncer.

Metodologia: 

A investigação caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, com coleta de dados realizada nas bases de dados Lilacs, Medline, CINAHL, PsycINFO e vias não sistemáticas, abrangendo o período de 1990 a 2006, publicadas em Espanhol, Português ou Inglês, utilizando-se os descritores ‘’cuidados paliativos e adolescentes’’ e ‘’cuidados paliativos’’. A amostra é composta pelos artigos localizados na Biblioteca Central do Campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em outras bibliotecas brasileiras via Sistema COMUT e no acervo particular do pesquisador. Realizou-se uma literatura minuciosa de cada um dos artigos visando ordenar e sumarizar as informações necessárias para o preenchimento do instrumento de coleta de dados para tal finalidade.

Resultados: 

A partir da análise dos textos identificamos três eixos temáticos: definições sobre adolescência, particularidades do adolescente com câncer e cuidados paliativos para adolescentes com câncer.

Conclusão: 

Observamos que há falta de pesquisas baseadas em evidências que definam o panorama dos sintomas que afetam a qualidade de vida durante os cuidados paliativos e ausência de programas específicos para esta clientela buscando amenizar o impacto da doença em indivíduos que se encontram em uma fase de transformações rápidas que por si só demandam esforços adaptativos.

Palavras-chave

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA AUTÓLOGO PARA O TRATAMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM LINFOMA DE HODGKIN E LINFOMA NÃO HODGKIN

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 146
Autor(es): 
ZECCHIN, V. G. ;GOUVEIA, R. V.; GINANI, V. C.; LUISI, F. A. V.; FELIX, O. M. W. . O.; DIOMEDE, B. B.; LEDERMAN, H. M.; ALVES, M. T. S.; PETRILLI, A. S.; SEBER, A.
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - IOP - GRAACC - UNIFESP
Introdução: 

Transplante autólogo de medula óssea (TAMO) é uma das opções terapêuticas para pacientes que atingem somente remissão parcial (RP) no primeiro tratamento, ou que apresentam recidiva de linfomas de Hodgkin (LH) e linfomas não-Hodgkin (LNH). Entretanto, poucos trabalhos na literatura médica incluem somente crianças e adolescentes, nenhum deles, até onde sabemos, em nosso meio. Assim, nosso objetivo é descrever os resultados obtidos com transplante de crianças e adolescentes portadores de linfomas.

Metodologia: 

Revisão do prontuário de todos os pacientes portadores de linfomas submetidos a TMO entre maio/1999 e junho/2006 em um centro de transplante pediátrico.

Resultados: 

Vinte e três pacientes com idade de 4 a 21 anos, 14 meninos, com história de LNH (N=10) e LH (N=13) foram encaminhados para TAMO. Três eram portadores de linfoma de Burkitt (LB) em segunda remissão, seis, linfoma de grandes células (LGC) em segunda ou > terceira remissão e um linfoma linfoblástico (LL) em terceira remissão sem doador compatível aparentado ou não-aparentado. Os pacientes com LH estavam entre a primeira a quarta remissões, cinco deles apenas com remissão parcial à quimioterapia. Os regimes de condicionamento foram BCNU, etoposide, citarabina e melfalano (BEAM; 17), ciclofosfamida e bussulfano (4; LB) e ciclofosfamida e irradiação corporal total (1 LL e 1 LCG com infiltração meníngea). A fonte de célulastronco foi o sangue periférico em seis e medula óssea em 17 pacientes. A mediana de acompanhamento é de 310 dias (98-872). A mortalidade associada ao transplante foi de 1 em 23 (4%). Seis pacientes apresentaram recidiva da doença, quatro LH, um LGC e um LB, cinco deles submetidos a transplante após RP à quimioterapia. Duas pacientes atingiram nova remissão: uma com LGC-anaplásico submetida novamente à quimioterapia e uma com LH, após segundo transplante com sangue de cordão umbilical não-aparentado.

Conclusão: 

TAMO em nosso meio é um procedimento seguro, com mortalidadem associada ao transplante de 4%. Quatro crianças faleceram devido a recidiva da doença. Permanecem em remissão 13/15 pacientes transplantados sem doença mensurável (87%) e 3/7 transplantados após resposta parcial à quimioterapia. O papel da radioterapia após TAMO e dos anticorpos monoclonais na completa erradicação da doença será estudado prospectivamente.

Palavras-chave

SARCOMA SINOVIAL DE CABEÇA E PESCOÇO: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 134
Autor(es): 
MELO, F. M. ;CONSTÂNCIO, A. P. N.; LUSTOSA, D. W.; MELO FILHO, A. A.; LINS, G. G.; SOUZA, E. F.
Instituição: 
SERVIÇO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL DO CÂNCER DO CEARÁ
Introdução: 

O sarcoma sinovial (SS) é uma neoplasia maligna incomum em pacientes menores de 20 anos, ocorrendo principalmente em extremidades e raramente em cabeça e pescoço. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de SS de cabeça e pescoço em criança e revisar a literatura.

Metodologia: 

Relato de caso.

Resultados: 

Adolescente do sexo masculino, 14 anos, com história de surgimento de tumoração em região cervical esquerda, sem sinais flogísticos há um ano, e crescimento rápido e progressivo há seis meses. Realizada ultrassonografia cervical que mostrou lesão expansiva sólida de 4,8 x 3,8 cm, de contornos lobulados e limites parcialmente definidos na região cervical esquerda. Foi submetido à ressecção cirúrgica da lesão com diagnóstico anatomopatológico de hemangioma de células fusiformes com margens livres, sendo adotada conduta expectante. Após sete meses, apresentou recidiva local com tomografia computadorizada mostrando lesão captante de 6,2 x 4,9 cm. Foi submetido a nova exérese tumoral com esvaziamento cervical ipsilateral com margens comprometidas. O anatomopatologico sugeriu SS que foi confirmado pela imunohistoquímica: Citoqueratinas (CK-7, CK-19), Antígeno membrana epitelial (EMA) , Vimentina e Proteína S 100 positivos e CD-34 negativo. Ao estadiamento não apresentava metástase à distância. Realizado radioterapia cervical direita e esquerda (5.000cGy) e quimioterapia adjuvante com Ifosfamida (2g/m2 D1-D5) e Doxorrubicina (30mg/m2 D1-D2).

Conclusão: 

O SS é uma neoplasia rara na infância. Estima-se que apenas 3 a 5% dos casos ocorram na região da cabeça e pescoço. A manifestação clínica mais frequente é a presença de nódulo cervical indolor e de crescimento lento. O estudo Imunohistoquímico mostra co-expressão de marcadores mesenquimais (Vimentina) e epiteliais (Citoqueratinas e EMA), sendo fundamental para o diagnóstico diferencial de outras neoplasias mesenquimais. O tratamento de eleição é a ressecção ciruúgica com ampla margem de segurança. Em caso de margens comprometidas, a radioterapia é indicada. A eficácia da quimioterapia é controversa, podendo ser indicada em casos de recorrencia loco-regional ou doença metastática.

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NEUROBLASTOMA NO SUL DO BRASIL- UM ESTUDO DE 11 ANOS

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 102
Autor(es): 
PARISE, I. Z. S. ;HADDAD, B.; CAVALLI, L. R.; PIANOVSKI, M. A. D.; MAGGIO, E. M.; PARISE, G. A.; WATANABE, F.; IOSHII, S.; RONE, J.; CALEFFE, L. G.; ODONE FILHO, V.; FIGUEIREDO, B. C.
Instituição: 
INSTITUIÇÃO: INSTITUTO PELÉ PEQUENO PRÍNCIPE (IPPP) E CENTRO DE GENÉTICA MOLECULAR E PESQUISA DO CÂNCER EM CRIANÇAS (CEGEMPAC)
Introdução: 

O neuroblastoma é a quarta neoplasia mais comum na infância e a primeira nos lactentes. Os autores relatam a incidência e as características clínicas do neuroblastoma no sul do Brasil. O objetivo deste estudo foi avaliar a idade ao diagnóstico, estadiamento, amplificação do MYCN e histopatologia do tumor relacionados à sobrevida dos pacientes.

Metodologia: 

Foram incluídos para a análise todos os pacientes com neuroblastoma com idade igual ou inferior a 15 anos de idade (n=125) dos três maiores hospitais de Oncologia Pediátrica do estado do Paraná num período de 11 anos (entre janeiro de 1990 a dezembro de 2000). Todos os pacientes tiveram um seguimento de 5 anos após o término do tratamento. A amplificação do MYCN foi avaliada pelo método de FISH em 34 pacientes.

Resultados: 

A sobrevida global dos pacientes nos estádios 1,2,3 e 4 foi de 100%, 72%, 59% e 17% respectivamente. Sessenta e dois por cento (77/125) de todos os pacientes apresentaram idade superior a 2 anos de idade e estes representaram 71% (57/80) dos pacientes que se encontravam no estádio 4 da doença. As crianças que apresentaram histologia desfavorável tiveram pior prognóstico (20% de sobrevida) em relação as que tiveram histologia favorável (67% de sobrevida). A amplificação do MYCN foi encontrada com maior freqüência nos pacientes com estádio 3 e 4 (13/16).

Conclusão: 

Este estudo demonstrou que o diagnóstico é tardio em crianças com neuroblastoma no sul do Brasil e, como conseqüência, a sobrevida foi consideravelmente baixa nestes pacientes.

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NEUROBLASTOMA EM ADOLESCENTE: RELATO DE CASO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 101
Autor(es): 
CO-AUTOR(ES): LOPES, V. G. GONÇALVES, P. S. ;ROSÁRIO, K. O.; COPETTI, F. A.; SANTINI, A. V.; LOSS, J. F.
Instituição: 
HOSPITAL DA CRIANÇA SANTO ANTÔNIO - COMPLEXO HOSPITALAR SANTA CASA DE PORTO ALEGRE
Introdução: 

Neuroblastoma(NB) é a mais comum neoplasia sólida extra craniana, correspondendo de 8-10% dos tumores na infância e 95% dos casos ocorrem em crianças abaixo dos 10 anos. Este caso relata o acometimento raro na adolescência e faz uma revisão da literatura.

Metodologia: 

F.N, 14 anos, branco, masculino, natural de Pelotas–RS, apresentando em Janeiro/06 dor cervical e lombar irradiada para pernas com perda de 5kg. Realizou RNM (Fev/06) infiltração lombar e alterações difusas das vértebras lombares. Após biópsia de linfonodo cervical com diagnóstico de NB foi transferido para HCSA em Abril/06. Exames: cintilografia óssea - processo ósseo multifocal secundário; cintilografia com MIBG - captação em úmeros; costelas (rx focado destes locais-negativos); tc tx; crânio e abdômen- negativos; VMA-2000; BMO-infiltração por NB. Iniciou quimioterapia (cisplatina, vp16, ciclofosfamida, doxorrubicina) em mai/06.

Resultados: 

NB é a malignidade mais freqüente no primeiro ano de vida com incidência em declínio ate a adolescência, com 3% dos diagnósticos. Biologicamente fascinantes, pois ao mesmo tempo em que são os melhores exemplos de regressão espontânea no primeiro ano de vida, estão em sua forma mais comum de apresentação entre os tipos de neoplasia com menor potencial de cura. Nenhuma diferença entre as faixas etárias foi documentada em relação ao sítio primário tumoral e não houve prevalência quanto ao estagio avançado da doença no momento do diagnóstico. A diferença encontrada foi que os adolescentes tiveram doença metastática mais freqüente em sítios não usuais como pulmão e SNC (23% versus 7%) e a ampliação do NMYC e elevação das catecolaminas séricas e o envolvimento medula óssea foi inferior nos adolescentes e alguns autores relacionam a isso, um curso mais indolente da doença. O NB estádio IV em adolescentes carrega um pior prognóstico quando comparados com crianças abaixo de cinco anos, embora as diferenças não sejam significativas.

Conclusão: 

Pacientes com NB tem tido resultados variáveis de acordo com a idade e estadiamento da doença ao diagnóstico. Nenhuma diferença foi relatada entre crianças e adolescentes sobre a apresentação clinica, esquema de tratamento ou tolerância à quimioterapia. O relato se enquadra dentre as apresentações raras de NB, o que ressalta a importância do diagnóstico diferencial, em concordância com a literatura quanto ao estagio IV no momento do diagnóstico, porém em discordância quanto ao sítio primário mais comum do NB. Não existe ate o momento tratamento específico para adolescentes, e não está claro se prolongando ou intensificando os cursos de quimioterapia teremos marcada diferença nos resultados.

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CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA RELAÇÃO MÃE-FILHO CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA RELAÇÃO MÃE-FILHO

Tipo: 
Apresentações
ID: 
AO-91
Autor(es): 
KECHICHIAN, R. ;FONSECA, R. A.
Coautor(es): 
ARAUJO, M. J. B.; SOUSA, T. M.; GONÇALVES, J. A.; NISHIMURA, E.
Instituição: 
REAL E BENEMÉRITA ASSOCIAÇAO PORTUGUESA DE BENEFICÊNCIA / UNIONCO SP
Introdução: 

Na adolescência a identidade no indivíduo se consolida sob vários aspectos: físico, psíquico, vocacional e sexual. E um período de lutos como apontam Aberastury e Knobel (1973): perda do ser e dos pais infantis e do brincar. Paralelamente e uma fase de escolhas como de ter corpo adulto, ser forte e sexualmente potente, inteligência e potencialidade para compreender e criar. A vivência de morte nesta fase pode ser simbólica, quando se refere a escolhas feitas e que terminam em perdas; e concretas quando se arrisca o corpo nas experiências de sexo sem prevenção, uso e trafico de drogas e atividades radicais ou anti-sociais. O adolescente terá o seu psiquismo melhor estruturado, quanto melhor tenha sido sua relação fusional com a mãe na infância, organizando seu ego de forma a superar os efeitos desorganizadores do ego, minimizando a somatizacão – doença física como por exemplo o câncer.

Objetivo: 

Este trabalho visa apresentar o relato de um caso de adolescente, 19 anos, sexo masculino, portador de teratoma testicular metastático pulmonar, que no desenrolar de sua adolescência apresenta-se desestruturado do ponto de vista biopsicossocial e familiar, tendo sofrido especial privação afetiva na relação materno-infantil ate a fase de adolescência.

Metodologia: 

Atendimento psicoterápico na abordagem psicanalítica, tendo como enfoque a teoria winicottiana.

Resultados: 

Na fase inicial do tratamento, o paciente mostra-se muito disposto e colaborador no enfrentamento da doença. No decorrer do atendimento psicológico, conforme suas elaborações psíquicas evoluíam, paralelamente a gravidade do seu quadro clinico se acentuava bem como sua debilidade física. Estabeleceu com a equipe multiprofissional que era predominantemente feminina, um vinculo afetivo muito bom e suas ultimas internações antes do óbito pareciam ter um caráter de acolhimento, pois na maioria das vezes não havia fortes justificativas clinicas.

Conclusão: 

Observou-se durante o acompanhamento deste caso que quando a relação afetiva mãe-filho se estabelece de maneira suficientemente boa, o psiquismo da criança pode se estruturar de maneira a se diferenciar do corpo materno. Elaborado o estado fusional entre mãe e bebe, o psiquismo também se diferencia. Se o ambiente afetivo não oferece condições para que as desorganizações do ego se minimizem, a doença o invade e o indivíduo busca uma alternativa a vida: a morte.

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CÂNCER EM ADOLESCENTES. ANÁLISE CLINICA E EPIDEMIOLÓGICA

Tipo: 
Apresentações
ID: 
AO-61
Autor(es): 
BARRETO, J. H. S. ;AGARENO, J. A.; NEVES, C. C.; DÓREA, M. D.; CARVALHO, L. B.; MEIRA, M.; ARAÚJO, D. M.; CARDOSO, D. N.; ESTEVES, M. L.; BARRETTO, N. S.; MELLO, R. P.; MENDONÇA, N.
Instituição: 
ONCO - SOCIEDADE DE ONCOLOGIA DA BAHIA LTDA/HOSPITAL SÃO RAFAEL
Objetivo: 

Os autores avaliam a prevalência deste grupo de doenças entre os adolescentes de um Serviço de Tratamento de Câncer Infanto-juvenil, no período de 01 de janeiro de 2000 a 30 de agosto de 2006 e comparam com os achados da literatura.

Metodologia: 

As variáveis estudadas foram: sexo, idade, diagnóstico de encaminhamento ao especialista, patologias prevalentes, índice de convergência entre diagnóstico de encaminhamento e diagnóstico final, procedência e estado atual. Trata-se de um estudo descritivo, avaliandose medidas de tendência central para a amostra (média). Para descrição de variáveis categóricas, utilizou-se freqüência absoluta para informar de maneira detalhada suas características. Estabeleceu-se uma relação entre o diagnóstico inicial e final no intuito de avaliar o grau de suspeição médica em relação ao câncer infanto-juvenil ao encaminhar seus pacientes a um serviço especializado. Os dados encontrados foram comparados com os da literatura.

Resultados: 

FDos pacientes cadastrados nesta unidade, 271 estavam na faixa de idade de 10-19 anos incompletos. Este grupo de pacientes correspondeu a aproximadamente a 36% dos pacientes registrados no Serviço. Houve um predomínio do sexo masculino em relação ao feminino para os anos estudados, exceto nos anos de 2000 e 2001, onde houve um número maior de pacientes do sexo feminino, com a média de idade para todo o período em torno de 12,6 anos (10-18 anos). A maioria dos pacientes era proveniente do interior do Estado (68,3%). Ao ser atendido em Serviços de Pediatria, muitos pacientes receberam o diagnóstico de doença benigna, ainda que alguns indícios de malignidade se fizessem presentes desde a instalação da patologia. Este fato resultou, algumas vezes, em atraso diagnóstico, chegando os pacientes com doença mais avançada. Muitos pacientes levaram mais de 30 dias para serem encaminhados a um Serviço especializado desde o momento da abertura da sintomatologia. A distribuição de patologias foi peculiar, encontrando-se nesta faixa etária patologias vistas mais comumente entre adultos (carcinomas). Contudo, as doenças linfoproliferativas perfizeram a maioria das admissões neste serviço, seguidas dos tumores do sistema nervoso central (SNC) e sarcomas (ósseos e partes moles). Os tumores abdominais foram encontrados neste grupo de pacientes. Cerca de 63% dos pacientes encontram-se vivos

Conclusão: 

Para este grupo estudado, os dados estão de acordo com o encontrado na literatura no que diz respeito a patologias prevalentes, comportamento de doença e resultados do tratamento empregado. Os tumores embrionários foram pouco comuns entre os adolescentes. Os autores chamam a atenção para o fato de que adolescentes devem ser acompanhados por especialistas que lidem com a faixa infanto-juvenil, pois o sucesso no tratamento será maior em função da padronização de condutas diagnosticas e terapêuticas, além de maior intimidade no manejo destas patologias.

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MELANOMA DE CORPO CILIAR EM ADOLESCENTE: RELATO DE CASO.

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 095
Autor(es): 
OLIVEIRA, A. A. ;SIUFI, R. M.; TORRES, V.; MACEDO, C. R. D.
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA/GRAACC/UNIFESP/EPM
Introdução: 

O melanoma da úvea, tumor derivado dos melanócitos do trato uveal (coróide, corpo ciliar e íris), é a neoplasia primária intra - ocular mais freqüente. A média de idade ao diagnóstico é em torno da sexta década de vida, sendo muito raros os casos em jovens. Nos estágios iniciais geralmente não interfere na visão e pode ser detectado durante um exame oftalmoscópico de rotina. Quando moderadamente avançados podem induzir baixa visual ou fotopsias (flashs luminosos). O tratamento pode ser conservador, com laser ou braquiterapia para lesões de pequeno e médio tamanho ou remoção do globo ocular para lesões grandes. Nos casos avançados o tumor pode infiltrar a esclera e invadir a órbita. Metástases ocorrem freqüentemente por via hematogênica e em cerca de 80% dos casos o fígado é o primeiro sítio envolvido. As lesões grandes (maiores que 10 mm) possuem risco de metástases em torno de 35% dos casos, independente do tratamento ocular instituído. Dos melanomas da úvea, 15% são tumores de íris e corpo ciliar. Comparados aos melanomas da úvea posterior, os melanomas de íris costumam ser pequenos e melhor visíveis no exame de rotina, com maior chance de diagnóstico nas fases iniciais. Os melanomas do corpo ciliar, por outro lado, são diagnosticados mais tardiamente, pois sua posição anatômica, localizado atrás da íris, desfavorece o reconhecimento precoce da lesão. Os sinais e sintomas se instalam quando a lesão é relativamente grande, o que diminui a chance de tratamento conservador e aumenta o risco de metástases.

Metodologia: 

Descrição da abordagem diagnóstica e terapêutica de um caso de melanoma de corpo ciliar em faixa etária atípica.

Resultados: 

Paciente G. J., 16 anos, feminina, branca, história de cinco meses com escotomas em olho direito, cefaléia esporádica e dor local, evoluindo com piora progressiva até a perda total da visão em olho direito. Ao exame físico, observada pupila direita sem fotorreatividade e acuidade visual de conta dedos. O exame oftalmológico demonstrou uma massa pigmentada retro-cristalina, vascularizada, associada a descolamento da retina. Ultra-som ocular demonstrava lesão sólida da parede ocular, ao nível do corpo ciliar, refletividade interna média e homogênea, formato “cogumelo” com vascularização interna evidente e descolamento da retina na região temporal, comprometendo a área macular. A lesão apresentava dimensões com 17,5 x 16,8 x 13 mm. A tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de crânio e órbitas evidenciaram formação expansiva intra-ocular ântero-lateral com realce intenso após a injeção do contraste. Estruturas musculares e gordura intra-conal sem alterações evidentes. Nervos ópticos com características preservadas. Devido às dimensões da lesão e prognóstico visual reservado, o tratamento realizado foi a enucleação do globo ocular direito. O estudo anátomo-patológico revelou melanoma maligno de corpo ciliar, tipo celular misto com predominância de células fusiformes. Exames de estadiamento sistêmico (TC de tórax e abdome) foram normais.

Conclusão: 

O melanoma de corpo ciliar é extremamente raro na faixa etária pediátrica. Abordagem diagnóstica por equipe especializada e multidisciplinar permitem instituição do tratamento adequado.

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